Orientação Financeira: iniciando reflexões sobre as finanças pessoais

Como você se relaFinanceiro-01ciona com o dinheiro? Como anda as suas finanças pessoais? Ao fazer uma escolha relacionada à profissão e a carreira, qual o grau de importância o dinheiro assume na tomada de decisão? As finanças interferem nas relações afetivas familiares?

Esses questionamentos são incitações para o início de uma conversa, que terá seus desdobramentos, sobre a temática das finanças pessoais e a relação com o trabalho, a família, o afeto, as decisões profissionais e de carreira, no contexto contemporâneo. Não pretendemos responder as perguntas nesse momento, mas fazer uma introdução ao assunto.

Para começar, vamos sucintamente falar sobre a origem do dinheiro, o qual é compreendido como um instrumento de pagamento na troca de bens, serviços e força de trabalho. Na história, as transações de troca eram feitas por escambo, ou seja, a simples troca de uma mercadoria por outra, sem equivalência de valor. Por serem mercadorias perecíveis, não fracionáveis, oscilarem seu valor e não permitirem o acúmulo de riqueza, com o passar do tempo, o escambo passou a ser tornar inconveniente às transações comerciais. Com a descoberta do metal, surgiu a moeda no século VII a.C, ganhando novas proporções nas relações políticas, econômicas, tecnológicas e culturais em cada país, mudando as transações, a valoração diferenciada de produtos, serviços e força de trabalho e permitindo o acúmulo de bens[1]. Mudança esta que perpetua até os dias atuais e tem assumido diversos sentidos e significados às pessoas, em especial na relação com a escolha de uma profissão e às decisões ao longo da carreira.

Qual o significado do dinheiro para você?

O significado atribuído pelas pessoas ao dinheiro, bem como as crenças familiares e os valores pessoais e sociais influenciam nas relações afetivas, na tomada de decisão profissional e financeira, na importância e tempo dispendido ao trabalho, ao lazer, à família, à saúde, enfim, há uma estreita e significativa relação entre a pessoa, o trabalho, o dinheiro e o afeto. Portanto, a nossa relação com o dinheiro envolve também aspectos psicológicos, despertando o interesse da psicologia para o tema, a qual também vem atuando, além dos economistas, no sentido de auxiliar as pessoas na sua relação com as finanças pessoais.

Para cada pessoa, com base em sua história de vida familiar e social, em suas crenças, valores, percepções, sentimentos e desejos, tanto o trabalho quanto o dinheiro assumem significações subjetivas, que refletem em seus comportamentos relacionados com a vida financeira. O dinheiro pode tanto promover o sustento e a aquisição de bens e serviços, quanto construir uma vida repleta de desconfianças, inseguranças e solidão. Tudo vai depender do significado que cada pessoa atribuí ao dinheiro e da maturidade emocional para lidar com ele, os quais refletem no planejamento, organização e controle das finanças.

Nesse sentido, a reflexão e a clarificação acerca dos aspectos atribuídos ao dinheiro por uma pessoa tornam-se proveitosa e favorável para um melhor entendimento de algumas influências econômicas, sociais e psicológicas presentes no planejamento, organização e tomada de decisão em relação às finanças, bem como na escolha profissional e ao longo da carreira.  Este é o propósito do Programa de Orientação Financeira (PROFIN), serviço ofertado pelo Instituto do Ser – Orientação Profissional e de Carreira, por uma equipe de profissionais psicólogos capacitados, que realizam esse trabalho mediado pela escuta psicológica, técnicas e instrumentos que visam auxiliar a pessoa em seus comportamentos relacionados com a vida financeira.

Mais informações sobre o PROFIN estão disponíveis no site do Instituto do Ser (www.instserop.com.br).

 

Cláudia Basso é psicóloga e orientadora profissional, doutora e mestre em psicologia pela UFSC. Possui Formação em Orientação Profissional pelo INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira, de Florianópolis. Atua como docente em cursos de pós-graduação latu sensu na Faculdade Dom Bosco (UNIESC), na graduação (FAPAG), em cursos tecnológicos, técnicos e FIC (SENAC Saúde e Beleza) em Florianópolis. Atende jovens e adultos em Orientação para a primeira escolha, Re-orientação profissional, Orientação de Carreira a estudantes universitários e profissionais e Orientação Financeira. Desenvolve consultoria, palestras, workshops, mini-cursos e projetos em Orientação Profissional e de Carreira.

[1]                     BANCO CENTRAL DO BRASIL. Origem e Evolução do Dinheiro. Disponível em: <http://www.bcb.gov.br/htms/origevol.asp?idpai=HISTDIN>. Acesso em: 15 mar 2016.

 

 

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