HomeIcon3-2-01Escolha profissional e contexto familiar: diálogo possível?

“Família, família, papai, mamãe, titia… almoça junto todo dia” dizia a letra da música do grupo de rock Titãs nos anos de 1987. Família núcleo primário na constituição de todos nós. E apesar de suas muitas transformações históricas e, independente, do modo como se estrutura contemporaneamente em múltiplas composições de gêneros, o que desejo aqui destacar é quanto sua presença e participação tornam-se significativa dentro do processo de escolha profissional.

O “ser quando crescer” aparece cedo nas nossas vidas sendo o primeiro grupo social que convivemos. Serão nessas tramas vividas que serão constituídos os valores iniciais de significação a respeito do trabalho, das profissões.  As identificações com algumas pessoas ou profissionais próximos ao universo infantil, possivelmente, serão presentes nas brincadeiras e algumas escolhas podem persistir até a adolescência e/ou idade adulta, outras não. Posteriormente, com avançar etário outros fatores também irão ”lançar” influências na escolha profissional dentro dos contextos: sociais, educacionais e econômicos e culturais. Assim, são construídos os caminhos para a escolha: identificações pessoais e dos contextos vividos.

Serão as considerações dos jovens e dos seus familiares, e conforme a figura abaixo sugere, são caminhos, escolhas possíveis e muitas expectativas em jogo. Essas possibilidades, opiniões podem ser convergentes ou não. Numa analogia poderíamos pensar que os projetos do jovem e dos familiares sigam mesma direção, numa avenida de sentido único. Contudo, podem ser escolhas opostas, caminhos contraditórios, uma avenida, que indica esquerda, centro e direita, e que os desejos dos seus expectadores sejam distintos. E como vivenciar essas diferenças? Pois escolhas e conseqüências constroem nosso dia a dia, nossas histórias de vida.

Assim sendo, o que se faz importante é que esse assunto tenha um espaço aberto de diálogo entre jovem e seu contexto familiar. Espaço este no qual possam ser expressas as expectativas, sentimentos de todos, para deste modo esclarecer, descobrir, quais são os sentidos, os valores do trabalho naquela família. A construção de um projeto de futuro de um jovem fica sempre mais “suave”, quando são idealizados juntos: jovem e família. Quando este tema que habitualmente “atormenta” os vestibulandos possa provocar uma abertura nessas reflexões. Quais são os sonhos possíveis para o jovem? E para seu contexto familiar? Acreditamos que é “na roda de conversa”, nos diálogos possíveis é que jovem e seu contexto familiar compõem os caminhos para encontrar soluções. Entendemos que a escolha profissional e, consequentemente, o trabalho a vir ser realizado na trajetória profissional tem uma dimensão na vida dos seres humanos para além da sobrevivência financeira. Nossa escolha profissional intervém em nossa formação identitária e nos posiciona socialmente. Por isso, o Instituto do Ser, dispõem de programas específicos para jovens e suas famílias que estejam vivenciando este momento.

Regina Célia Borges é psicóloga e orientadora profissional, doutoranda e mestre em psicologia pela UFSC. Possui Formação em Orientação Profissional pelo INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira, de Florianópolis, Especialização em Administração de Recursos Humanos pela Universidade São Judas Tadeu/SP e Especialização em Administração Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas/SP. Atua em Orientação e Re-reorientação profissional de jovens e adultos, preparação para vestibulares e concursos, Consultoria e Coaching organizacional e do trabalho; Supervisão, Palestras e Workshops Empresarias e Educacionais.

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