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Desde pequenos aprendemos a lidar com o dinheiro na família. Geralmente a primeira experiência com o dinheiro, como comprar algo utilizando uma moeda ou uma nota em papel, é vivenciada na família, com os pais e irmãos ou com os tios e avós.  É na infância que aprendemos a administrar a mesada, a guardar para comprar algo maior, ou a gastá-la toda de uma vez.

“Tente lembrar qual foi a primeira vez que você teve contato com o dinheiro, e você percebeu que ele existia e servia para alguma coisa. Como foi?  Quantos anos você tinha?  Qual era a situação? O que você fez com este dinheiro?”

Ao questionar os participantes do PROFIN – Programa de Orientação Financeira – tenho escutado histórias muito interessantes, às vezes semelhantes, apesar de terem acontecido nas mais diferentes regiões brasileiras. Por exemplo, os homens contam que o primeiro dinheiro (pode ser em moedas), foi ganho fazendo algum pequeno serviço em casa, para os pais, ou tios e avós, como: ajudar na colheita de algo, limpar e roçar um terreno, lavar o quintal, o carro, ou ainda cortar a grama. E para as mulheres, muitas vezes, foi cuidar de um irmão menor, ou de um primo ou vizinho para os pais poderem se ausentar, auxiliar a mãe nas lides domésticas, ir à venda comprar o pão e o leite.  Também escutei historias de pequenos empreendedores que, ainda muito jovens, colhiam laranjas, goiabas, mangas ou outras frutas do quintal alheio e vendiam na vizinhança. Alguns colhiam alface, tomate e outros vegetais e também saiam oferecendo a quem quisesse comprar.  Outros abriram pequenos negócios de vender revistas e brinquedos usados, ou ainda organizavam pequenas peças de teatro ou shows de musica para apresentar no final de semana e cobrar ingresso dos vizinhos para assistirem.

E ao continuar a conversa perguntamos: “Como nossos avós ganhavam e usavam o dinheiro? Conversavam com os filhos e netos sobre isto? Quem gerenciava o dinheiro na família? Quem pagava as contas?”

Para nossa surpresa as pessoas nos dizem que não conversavam sobre o dinheiro em casa, muito menos com os avós.  Na maioria das famílias este é um assunto proibido, não se fala sobre isto, menos ainda com as crianças.  Então vemos que as pessoas desconhecem como era realmente a relação de seus avós com o dinheiro. O que sabem é o aparente: “Meu avô era um avarento. Não queria gastar o dinheiro. Dizia que um dia a gente ia precisar e não era para gastar tudo agora”.  Mas não sabem o porquê dele dizer isto, qual foi a sua experiência de vida, pode ter sido um imigrante que fugiu de uma guerra, e chegou ao Brasil sem nenhum dinheiro, tendo de começar tudo do início.

Se soubermos a história vivida pelos nossos ancestrais, compreenderemos melhor como nós agora vivenciamos toda esta situação.  Pois muitas circunstâncias e acontecimentos se repetem ao longo das gerações e podemos estar agora vivenciando algo que nossos avós vivenciaram, claro que noutra época, com uma situação de vida diferente.

Como nossos pais ganham e usam o dinheiro? Conversam com os filhos sobre isto? Quem gerencia o dinheiro na família? Quem decide onde gastar, o pai ou a mãe?  Quem paga as contas?  Quem ganha o dinheiro?”

Ao discutir com os participantes dos grupos sobre se aprenderam ou não a lidar com o dinheiro em suas famílias, já temos respostas diferentes em relação a esta geração dos pais.  As respostas se dividem em SIM: “meus pais sentaram e conversaram com os filhos sobre os gastos familiares, discutimos onde é melhor gastar o dinheiro, o que não se deve fazer, ou como economizar luz, água, telefone”.  E temos também o NÃO: “nunca falamos sobre as contas familiares, tive que aprender sozinho, meu pai nunca me falou quanto ele ganhava e nem quanto custa manter uma casa, pagar as contas de água, luz, impostos, telefones etc.” “Meu pai só sabe reclamar que nós estamos gastando muito, mas não explica nada.”  

Então a melhor forma de compreender o nosso jeito de lidar com o dinheiro, se somos gastadores ou poupadores, liberais ou avarentos, ou se lidamos bem com o dinheiro, é conversando com os familiares e com os amigos.  Falar sobre o dinheiro de uma forma tranquila, sem os mitos e medos que nos levam a calar e muitas vezes a nos endividarmos por não pensar sobre isto de uma forma refletida e responsável.

 

O Instituto do Ser – Orientação Profissional e de Carreira oferece o Programa de Orientação Financeira (PROFIN), para Jovens, Adultos e Aposentados, com o objetivo de sensibilizar os participantes para a importância do planejamento financeiro na vida cotidiana. Discutir sobre: O que é o dinheiro e o que ele significa para mim? O que é desejo e o que é necessidade? O que eu faço com dinheiro? Para que eu preciso de dinheiro?  Se eu ganhasse mais eu seria mais feliz? Será que se eu ganhar menos serei menos feliz?  Estou satisfeito com a relação que meus filhos, meu marido ou esposa, e meus familiares têm com o dinheiro? Será que estou deixando de curtir algumas coisas boas da vida por causa do dinheiro? Existem diferenças entre os gastos de homens e mulheres? Como fazer para economizar para realizar algum sonho?

Este trabalho é realizado por uma equipe de profissionais psicólogos capacitados, que realizam esse trabalho mediado pela escuta psicológica, técnicas e instrumentos que visam auxiliar a pessoa em seus comportamentos relacionados com a vida financeira. Maiores informações no nosso site www.instserop.com.br ou em nossa página no facebook.

Veja também os textos sobre a relação com o dinheiro no Dialogando sobre…

 

DULCE HELENA PENNA SOARES é psicóloga e professora no Curso de Formação em Orientação Profissional e de Carreira do INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira. Realizou pós-doutorado, pesquisando sobre Aposentadoria e Tempo Livre, na UFRGS; doutorado em Psicologia Clínica na Universidade Louis Pasteur Strasbourg – França. É professora aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina. Criou e coordenou por 25 anos o Laboratório de Informação e Orientação Profissional www.liop.ufsc.br. É sócia e professora do INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira. Criou e coordenou de 2006 a 2012 os Projetos: APOSENT-AÇÃO Aposentadoria para Ação e o PROFIN – Programa de Orientação Financeira do LIOP/UFSC. Atua como Consultora em Programas de Orientação para Aposentadoria e Orientação Financeira em diversas organizações publica e privadas.

 

 

 

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