Dialogando sobre… graduação concluída: “diploma na mão e ‘cadê’ meu emprego?”

0 83

Queda_do_diploma_6_anos_de_prejuizo_para_os_defensores_da_obrigatoriedade_do_curso_de_jornalismoUma das fontes de inspiração para trazer este “Dialogando sobre”, além da experiência em uma das minhas pesquisas com jovens universitários, foi o filme: “O diário de uma babá”, datado de 2008[1], que apresenta, em uma divertida comédia, também essa temática. No filme, a protagonista Annie, (Scarlett Johansson) vivencia essa situação sendo uma recém-formada, em Antropologia[2], que sai em busca da sua inserção profissional, sofrendo pressão familiar para tão logo encontrar um trabalho, um lugar admirável, no chamado “mundo do trabalho”. Aliás, de modo recorrente, essa é uma expectativa que aflige tanto os pais como os próprios jovens, para que essa “carreira de sucesso” seja logo iniciada.

Retomando a história de Annie, ela inicia a maratona de envio de currículos e entrevista de emprego, e percebe que esse não é um caminho tão lógico, ou seja, concluir um curso superior não necessariamente implica em uma oportunidade profissional imediata. A propósito, é bem ao contrário: as juventudes vivenciam índices de inserção profissional três vezes maiores que a população adulta, aspecto este que reforça a ansiedade após a conclusão universitária. Confirma-se na prática que essas oportunidades profissionais são insuficientes e, ainda, agravadas pelas reduzidas políticas públicas para as juventudes hoje disponíveis em nossa realidade.

Assim sendo, apesar das dificuldades que envolvem essa fato, acredito que se faz relevante tratar esse tema, pois a maioria dos jovens desconhece esse cenário e, tal como no filme, Annie sai em busca de uma inserção profissional, despreparada e desconhecendo essa situação. Para além do número insuficiente de vagas disponíveis, outros contratempos também podem ocorrer, pois Annie, além de recém-formada, não tinha claro para si própria qual seria seu projeto de carreira, assim como não sabia definir quem era ela e nem o que gostaria de fazer.

Na história abordada no filme, a recém graduada, sugeria desconhecer os possíveis campos de atuação que sua escolha profissional poderia oferecer. Realidade essa que, também presente na vida real dos jovens universitários, ou seja, fazem escolhas, mas pouco  sabem sobre as possibilidades futuras de atuação laboral ao final do curso, acentuando mais ainda a complexa “tarefa” de inserção profissional e, quando se deparam conta a necessidade de elaboração de um projeto de carreira, não sabem o que fazer.

No filme, Annie, por um acaso, inicia uma atividade laboral, como Babá e, com vergonha de exercer essa atuação, que parece “simples” e, assim, não requer uma formação universitária, esconde de sua mãe sua inserção profissional. No desenrolar da história acaba por “descobrir” quem é a Annie, e o quer fazer e, assim, reorganizar sua vida pessoal/profissional.

Com base nesse exemplo constata-se que para além da escolha de um curso de graduação, também as propostas de futuro profissional deveriam ser temas inerentes nos programas de Orientação Profissional e Reorientação de Carreira, seja para primeira escolha ou para jovens universitários, em final de curso, ampliando conhecimentos e preparando os mesmos para a elaboração de seus projetos de futuro. Assim poderiam ser evitadas, ou minimizadas as chamadas trajetórias profissionais fraturadas, sem sentido pessoal.

Fica nossa dica de filme e de atendimento, pois este trabalho é realizado pelo INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira, em Florianópolis, desenvolvido por profissionais especializados, com mestrado e doutorado nesta área do conhecimento experiência no atendimento à comunidade. No site www.instserop.com.br se encontram as informações concernentes, bem como os contatos e local.

[1] O diário de uma babá, do ano de 2008, é um filme disponível no youtube.

[2] A Antropologia é uma ciência que se dedica e estuda com profundidade culturas e/ou sociedades, ou seja, o comportamento do homem em seus diversos contextos profissionais. A origem da palavra Antropologia é formada por “antropos” (homem, ser humano) e “logos” (conhecimento).


 

Regina Célia Borges é psicóloga e orientadora profissional, doutora e mestre em psicologia pela UFSC. Possui Formação em Orientação Profissional pelo INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira, de Florianópolis, Especialização em Administração de Recursos Humanos pela Universidade São Judas Tadeu/SP e Especialização em Administração Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas/SP. Atua em Orientação e Re-reorientação profissional de jovens e adultos, preparação para vestibulares e concursos, Consultoria organizacional; Experiência em Palestras e Workshops Empresarias e Educacionais.

 

InstSerOP

View all contributions by InstSerOP

Leave a reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

setembro 2017
S T Q Q S S D
« jul    
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  
Page generated in 0,454 seconds. Stats plugin by www.blog.ca