mixocial_04Cadê meu tempo?

Você tem a sensação que está sempre sem tempo? Se sua resposta foi afirmativa, não está só. Pois no corre-corre diário e a fragmentação de muitas atividades e muitos “papéis sociais” a impressão que fica a cada dia é que nossa lista de tarefas a cumprir é sempre maior que o tempo disponível. Essa “pressa” é decorrente dos chamados tempos de globalização, conjuntura contemporânea na qual a interação de pessoas e processos é quase instantânea, principalmente, por meio das novas tecnologias de comunicação.

Os diferentes espaços tecnológicos deram origem a novas noções sobre a relação espaço-tempo e, principalmente, quando o sistema econômico do capital interligou tempo-produção e trabalho, trazendo ao senso comum a idealização de que “tempo é dinheiro” o tic-tac dos nossos relógios passou a ser o grande regulador da nossa vida cotidiana. Por isso, repensar nossas ações diárias e refletir sobre quais valores estamos dando à noção de tempo, pode nos retirar da situação de “contadores” de falta de tempo para nos colocar na de  “desfrutadores” de tempo.

Partindo dessa ideia, o podemos efetivamente fazer para implementá-la em nossa vida cotidiana? Bem, acredito que um amplo olhar à nossa volta seja um primeiro passo nessa revisão, a começar respondendo alguns questionamentos fundamentais: controlo meus horários e tarefas ou sou por eles controlado? Consigo me organizar previamente quanto aos meus comspromissos ou vou os realizando de afogadilho? Ao realizá-los, como me sinto, concentrado, tranquilo, focado, ou ansioso, desfocado, agoniado? A partir dessas reflexões poderemos constatar se vivemos ou não sob a pressão do tempo de forma geradora de ansiedades e angústias e o quanto se faz necessário que  busquemos mudanças.

Essa conscientização passa por uma tarefa simples, de colocar no papel, por exemplo, as tarefas a serem realizadas. A auto-organização e reavaliação de prioridades é sempre um bom começo, na busca da consciência do que deve ser feito e em quais prazos podemos efetivar uma organização do tempo, deixando de “ser turistas” das situações e passando a ser “condutor” das próprias ações.

Sendo “autor” da agenda e olhando para a lista de tarefas descritas no papel, pode-se também, conscientemente, reexaminar cada momento, o espaço-tempo, os intervalos, estabelecendo prioridades.  E será possível analisar se no rol de tarefas há mais atividades do que propriamente tempo, por exemplo. Esses e outros questionamentos poderão ser efetuados e variações que saiam do pensamento automático do “fazer, fazer, fazer” provavelmente resultarão numa “sobra de tempo”. A propósito, esse é um objetivo, pois quando revemos ações, pensamentos e os modos de realização, vamos trocando a passividade pela atividade e vamos nos tornando autores das nossas histórias. Assim, o tempo por vezes tão “almejado” pode estar mais disponível do que imaginamos.

Em junho o Instituto do Ser – Orientação Profissional e de Carreira estará iniciando um calendário de Oficinas para 2016, sendo que uma delas irá tratar exatamente sobre a vida profissional e o tempo, propiciando um espaço prático para repensar as dimensões e ritmos cotidianos. As informações estarão em nosso site. Não perca tempo e garanta essa oportunidade para você!

Regina Célia Borges é psicóloga e orientadora profissional, doutoranda e mestre em psicologia pela UFSC. Possui Formação em Orientação Profissional pelo INSTITUTO DO SER – Orientação Profissional e de Carreira, de Florianópolis, Especialização em Administração de Recursos Humanos pela Universidade São Judas Tadeu/SP e Especialização em Administração Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas/SP. Atua em Orientação e Re-reorientação profissional de jovens e adultos, preparação para vestibulares e concursos, Consultoria e Coaching organizacional e do trabalho; Supervisão, Palestras e Workshops Empresarias e Educacionais.

novembro 2017
S T Q Q S S D
« jul    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  
Page generated in 0,444 seconds. Stats plugin by www.blog.ca